In Rio de Janeiro, São Jorge and Ogum share one body: the warrior saint on his white horse and the Orixá of iron who opens paths. Na Terra de São Jorge sees the city as an enchanted territory where nature, spirits and ancestors live among us. The title invokes an atmosphere rather than a religious catalog. Pushing the documentary gaze into the psychological realm, the work treats Rio as a stage where a mythic parable is performed: everyday spaces become scenes, objects become props, and ordinary gestures become structures of belief. Faces and postures, like flora, fauna and offerings, become symbolic clues: the Orixás and saints appear as archetypes, lived through everyday bodies and things. When darkness enters, it is the shadow of Saint George’s dragon. Following the non-linear logic of a dream, meaning arises between the pictures rather than within any single frame. Where does the performance end and real life begin? Who is the spectator: the crowd, the saints, or the Orixás themselves?
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+ Português
No Rio de Janeiro, São Jorge e Ogum dividem o mesmo corpo: o santo guerreiro em seu cavalo branco e o Orixá do ferro que abre caminhos. Na Terra de São Jorge vê a cidade como um território encantado, onde a natureza, os espíritos e os ancestrais vivem entre nós. O título evoca uma atmosfera, e não um catálogo religioso. Levando o olhar documental para o campo psicológico, o trabalho trata o Rio como um palco onde se encena uma parábola mítica: espaços cotidianos tornam-se cenas, objetos tornam-se adereços e gestos comuns tornam-se estruturas de crença. Rostos e posturas, assim como a flora, a fauna e as oferendas, tornam-se pistas simbólicas: os Orixás e os santos surgem como arquétipos, vividos em corpos e coisas do cotidiano. Quando a escuridão aparece, ela é a sombra do dragão de São Jorge. Seguindo a lógica não linear do sonho, o sentido surge entre as imagens, e não dentro de um único quadro. Onde termina a performance e começa a vida real? Quem é o espectador: a multidão, os santos ou os próprios Orixás?